sábado, 10 de setembro de 2011

Bactérias Benéficas x Bactérias Nocivas - flora intestinal,microbiota, Lactobacillus, Bifidobacterium, BACTÉRIAS DO BEM e o PARTO

Até recentemente, a atitude predominante da maioria dos cientistas era de que as bactérias eram organismos nocivos que ou provocavam doenças ou não eram importantes. O público achava que as bactérias eram germes a serem eliminados lavando tudo muito bem com sabão bactericida.


Mas, na última década, os cientistas vêm descobrindo que o microbioma cumpre uma variedade de tarefas essenciais para nossa sobrevivência. “Ele fabrica vitaminas, extrai nutrientes dos alimentos, auxilia o sistema imunológico, comunica-se com o cérebro e, provavelmente, cumpre funções que ainda nem imaginamos”, diz o Dr. Fergus Shanahan, pesquisador do microbioma da University College Cork, na Irlanda.

Em 2005, Ehrlich organizou a primeira oficina internacional para tentar entender melhor as bactérias e reuniu 70 pessoas de quatro continentes. Hoje, milhares de pesquisadores da Europa, Reino Unido, EUA, Canadá, Austrália, Japão, China e Coreia trabalham juntos num consórcio internacional para identificar e classificar todos os diversos organismos do microbioma e descobrir que papéis desempenham para nós.

Os achados têm surgido a mil por hora, e ano passado foram publicados milhares deles na literatura médica. Alguns incluem provas instigantes de que até as epidemias de obesidade e diabetes tipo 2 dos países ocidentais nas últimas décadas podem estar vinculadas a alterações nas bactérias intestinais ocorridas nos últimos 50 anos. Outros afirmam que mais de 70% do nosso sistema imunológico está no trato digestório e que talvez estejamos matando as bactérias que o ajudam a trabalhar com perfeição.

Por exemplo, o século 20 assistiu a um aumento enorme das doenças inflamatórias do intestino, como a doença de Crohn e a colite ulcerativa, explica o Dr. Gil Kaplan, gastroenterologista e especialista nesse tipo de doença da Universidade de Calgary, no Canadá. Os pesquisadores constataram que os indivíduos com doenças inflamatórias intestinais têm baixo nível de diversidade bacteriana no intestino. Hoje se acredita que a perda desses micro-organismos ou a mudança no equilíbrio das bactérias pode provocar doenças desse tipo em pessoas suscetíveis.


Texto adaptado por Conceição Trucom do livro A verdade sobre a comida - Jill Fullerton-Smith - editora Intrínseca.
O organismo humano é bom para enfrentar doenças, mas precisa dos mecanismos de defesa na linha de frente.
- As 3 principais linhas de defesa são: o sistema imunológico, o fígado e as colônias de bactérias benéficas que habitam nosso intestino.

Examinando a função das fibras alimentares – cada vez mais escassa na alimentação ocidental, parece que desempenham pelo menos 2 funções importantes:
1)    alimentam as colônias de bactérias benéficas que vivem no intestino grosso,
2)    existem indícios de que uma dieta rica em fibras possa ajudar a evitar o câncer de intestino e outras doenças.

Diante de uma infecção de garganta, a indicação médica costuma ser antibiótico.
Tal medicamento mata as bactérias que causam a doença, mas também mata as bactérias benéficas que vivem no intestino grosso. Porém, tais bactérias desempenham um papel muito importante na manutenção da saúde. Matá-las é o mesmo que fragilizar nossas defesas: seja de um micro organismo do mal, de um veneno ou de uma célula mutante.
Se a flora bacteriana for eliminada por antibióticos ou duchas excessivas, tornando o pH da vagina neutro, a C. albicans pode florescer e causar infecção vaginal. 
O uso prolongado de certos antibióticos pode eliminar muitos microrganismos intestinais normais e permitir o desenvolvimento de outros resistentes a antibióticos. Isto, por sua vez, pode provocar distúrbios gastrointestinais, como diarreia e constipação. 
Uma boa maneira de garantir a existência destas bactérias benéficas em quantidade e qualidade é via consumo de "probióticos" - alimentos contendo culturas dessas bactérias.
Bactérias Benéficas x Bactérias Nocivas
Existe cerca de 100 milhões de bactérias (micro organismos) no intestino de um humano adulto, o que significa pouco mais de um quilo do peso corporal. Praticamente todas as bactérias que habitam o nosso intestino são encontradas no cólon, a parte mais longa do intestino grosso.
Coletivamente, estas bactérias são chamadas de "flora intestinal" ou "microbiota". Cada bactéria é uma única célula - um ser vivo diminuto - e existem centenas de espécies diferentes. Em geral existe um consenso de 700 a 800 espécies.
No entanto, apenas cerca de quarenta espécies benéficas, responsáveis pela maioria das bactérias intestinais. As principais famílias são conhecidas como Lactobacillus e Bifidobacterium, também conhecidas como PRObióticas.
Segundo o Dr. José Roberto Kamer pós graduado em nutrologia e formação em Medicina Tradicional Chinesa, a distribuição desta microbiota é aproximadamente assim:
- 20% de bactérias do BEM, importantes na produção de vitaminas,
antioxidantes, hormônios, etc.;
- 30% de bactérias do MAL (patógenas), que
geram doenças e descontroles metabólicos;
- 50% de bactérias que jogam no time que estiver ganhando...
Assim, cabe a cada um de nós mantermos nossa flora intestinal saudável e feliz, porque ao fortalecermos a presença das 20% do BEM o time ganha 50% de adesão e totalizamos 70% de eficiência. Do contrário serão 80% de bactérias nocivas e não há como evitar os descontroles e as doenças físicas, emocionais, mentais e até espirituais...

PARTO E BACTÉRIAS DO BEM
Antes do nascimento, o cólon do feto não contém bactéria alguma. Quando o bebê nasce de parto normal, recebe sua primeira flora intestinal da mãe - herança das bactérias benéficas que habitam o canal vaginal. As pesquisas mostram que os bebês que nascem de cesariana têm muito menos bactérias benéficas e muito mais bactérias do MAU.
O contato íntimo com a mãe é importante. O aleitamento materno também ajuda: quando são alimentados no peito, os bebês podem absorver as bactérias benéficas por meio do contato da boca com o bico do peito, e o leite materno é perfeito para alimentar a flora intestinal benéfica.
Você provavelmente traz dentro de si os descendentes diretos
das bactérias da sua mãe.
As bactérias da família Bifidobacterium compõem até 90% da flora intestinal de um bebê amamentado no peito. Um estudo publicado pelo Allergy Research Centre, de Estocolmo, em 2001, acompanhou recém-nascidos até os dois anos de idade e descobriu que os que tinham uma flora bacteriana mais numerosa, apresentavam menos chances de desenvolver alergias.
Em uma situação ideal, as boas bactérias estão adaptadas ao seu meio intestinal. Por isso, normalmente prosperam e inviabilizam a proliferação de bactérias nocivas. No entanto, sempre estamos em contato com bactérias potencialmente danosas via: alimentos, quando colocamos alguma coisa na boca, beijo, etc. Assim, as bactérias benéficas precisam estar sempre numerosas, bem alimentadas: em estado de alerta, poder e eficácia.


Está em andamento a pesquisa sobre a eficácia de substituir por cepas específicas as bactérias perdidas, sob a forma de probióticos. “Claramente alguns probióticos têm potencial considerável no tratamento da síndrome do intestino irritável e da doença inflamatória intestinal”, diz o professor Kevin Whelan, do King’s College London, numa publicação de 2013.

Todos deveriam tomar probióticos diariamente? Depende. No caso do eczema e da síndrome do intestino irritável, vêm surgindo indícios de que sim, algumas cepas específicas de bactérias, principalmente vários lactobacilos e bifidobactérias, podem ajudar.

Mas o Dr. Martin Blaser, pesquisador nova-iorquino e um dos que estudam o microbioma há mais tempo, diz que, na maioria dos casos, os cientistas simplesmente ainda não sabem quais bactérias específicas recomendar e quais evitar. “Ainda não sabemos manipular corretamente o microbioma para melhorar a saúde de cada indivíduo”, afirma ele.

Mas, quando a ciência chegar lá, diz Blaser, podemos esperar toda uma série de novos tratamentos probióticos. No futuro, por exemplo, toda vez que terminarmos de tomar uma série de antibióticos, poderemos receber outro medicamento para restabelecer as bactérias boas que o tratamento matou. Ele prevê que pacientes com doenças como alergia, asma, psoríase, diabetes, inflamações intestinais – e talvez até depressão, ansiedade, autismo e outras – farão exames para verificar quais micróbios faltam e então receber um suplemento com o que for preciso.

Os probióticos, também conhecidos como bactérias do bem, são micro-organismos vivos que quando ingeridos pode, exercer efeitos benéficos à saúde. Presentes em todo o corpo se concentram principalmente no intestino, formando a flora intestinal. As principais bactérias boas que podem ser encontradas no organismo são os Lactobacilos e as Bifidobactérias.
Quando se tem uma flora intestinal saudável esses micróbios ajudam a manter o sistema imunológico sempre fortalecido, contribuem para a melhor absorção de nutrientes, ajudam a produzir vitaminas (como a vitamina K e do complexo B) e protegem contra bactérias ruins.
No entanto, como estamos expostos a diversos fatores que contribuem para o desequilíbrio da flora, dentre eles: má alimentação, poluição e estresse, são importantes os hábitos de vida saudáveis para manter o corpo em bom funcionamento. Consumir prebióticos, probióticos e simbióticos podem ser uma maneira de promover o equilíbrio intestinal.
 Bifidobacterium lactis é conhecida como bactéria trabalhadora. Ela tem como função de destaque se multiplicar rapidamente no intestino e estimular a proteção contra as bactérias patogênicas pela competição por espaço. Também ajuda reforçar a barreira protetora intestinal para que as bactérias ruins não consigam viver muito tempo por lá.

Rainha da acidez, Lactobacillus acidophilus é a bactéria que ajuda, principalmente, na proteção e nutrição do organismo. Para a ação protetora, deixa o intestino bem ácido, dificultando que as bactérias ruins se instalem. Essa bactéria também ajuda a melhorar a digestão e absorção de nutrientes e produzir vitaminas, como as vitaminas K e do complexo B.

Lactobacillus rhamnosus. Sua principal função é melhorar o perfil imunológico dos indivíduos, por meio da maior produção de anticorpos e da produção de diferentes tipo de células de defesa.

Lactobacillus paracasei é a bactéria que está sempre pronta para proteger o organismo. Tem ação destacada no combate aos patógenos pela maior produção de anticorpos e células de defesa, deixando o sistema imune cada vez mais forte.

BACTÉRIAS BENÉFICAS E AS FIBRAS
As bactérias benéficas sobrevivem se alimentando, ou seja, fermentando as fibras alimentares, provenientes dos alimentos de origem vegetal. Esse é um dos motivos pelos quais devemos consumir diariamente frutas e hortaliças, idealmente frescas, cruas e integrais. O organismo não digere as fibras, que passam direto para o cólon, onde as bactérias as esperam famintas.
Existem dois tipos de fibras:
- as solúveis, que absorvem água. Nozes, sementes, ervilhas, feijões e lentilhas fornecem grande quantidade de fibras solúveis.
- as insolúveis, que não absorvem água. As fibras insolúveis são encontradas, por exemplo, no arroz, cenoura e pepino.
Um fato: As fibras solúveis fermentam mais facilmente do que as insolúveis. O principal papel das fibras insolúveis é ocupar espaços, facilitar absorções e criar condições ideais de liberação de nutrientes de volta para o organismo.
A fermentação das fibras produz substâncias benéficas.
As bactérias da família Lactobacilos produzem ácido láctico, que reduz significativamente a população de bactérias prejudiciais. Podem também produzir as vitaminas K e B12, que são assimiladas via parede do cólon. A fermentação que ocorre dentro do cólon nos ajuda a absorver sais minerais e alguns produtos da fermentação que podem ajudar a combater o câncer.
Na verdade, cerca de 10% de nossa energia provém do processamento das fibras dentro do intestino.
As boas bactérias desempenham diversos outros papéis importantes. Por exemplo, elas treinam nosso sistema imunológico quando ainda somos bebê, consomem também alguns gases produzidos pelas bactérias prejudiciais, reduzindo a quantidade que temos de "expelir".

Quando a Flora Intestinal está fragilizada
Na maior parte do tempo, as bactérias benéficas prosperam e controlam a situação no cólon. Mas, quando estamos doentes, muito cansados ou tomando antibióticos, a flora intestinal sofre muitas baixas. E pior, aquelas do mau ficam em vantagem e ganham a adesão daquelas 50% que jogam somente no time que está ganhando...

Quando a flora intestinal se encontra em declínio, as bactérias prejudiciais podem se proliferar, transformando-se em uma força dominante e, obviamente, as bactérias benéficas, em minoria e fragilizadas, não conseguem mais desempenhar sua importante função de defesa. A esse desequilíbrio dá-se o nome de DISBIOSE.

Quando a quantidade de fibras que fermentam no intestino é pouca, as fezes podem reter muito líquido, ficar moles e desencadear perdas minerais importantes.
Com uma flora intestinal insuficiente, o funcionamento do intestino também será irregular, você pode se sentir letárgico e observar que está expelindo mais gases do que o normal.
Bem, agora que você já se convenceu de que precisa manter as bactérias benéficas felizes e saudáveis, deve estar pensando: "Mas como farei isso?".
Fornecendo um meio ideal para viverem. Basicamente, não pode faltar esta dupla dinâmica:
1.   Água de boa qualidade, idealmente filtrada e Água Solarizada & Cromoterapia
2.   Fibras de boa qualidade, presente nas frutas, folhas, legumes, raízes e sementes germinadas.
Os efeitos positivos sobre a flora intestinal dependem do consumo regular de:

- Alimentos ricos em fibras solúveis, também conhecidos como probióticos, de preferência pela manhã e outras 2 vezes ao longo do dia.
- Determinados grupos da população podem ser mais vulneráreis a distúrbios gástricos, como idosos, diabéticos, crianças pequenas e pessoas que viajam muito. Nestes casos poderiam se beneficiar do consumo de alimentos enriquecidos com probióticos.

Alimentos que AJUDAM A REPOR as bactérias do intestino

FERMENTADOS E CULTIVADOS
Kefir, iogurte, missô, kimchi, natto, chucrute (conserva de repolho fermentado) e outros vegetais em conserva, pois, naturalmente, cada um contém diferentes tipos de bactérias probióticas.

ALIMENTOS PREBIÓTICOS
No processo de restauração da flora também é importante criar um ambiente rico em alimento às bactérias, para que elas se sintam em casa e inclinadas a permanecer. Isso significa ingerir uma abundância de alimentos ricos em fibras. Em particular, os que são ricos em fibras solúveis, como: a linhaça e sementes de chia, feijão e legumes, maçãs, aveia e farelo de aveia.

VEGETAIS CRUS
Frutas frescas e vegetais também são boas fontes de fibra. E quando você os come crus, tem mais chances de absorver alguns dos micróbios que vivem no solo onde são cultivados. (Parece nojento, mas é importante. E o nosso corpo está cheio de cada coisa… que é melhor nem parar para pensar.)

Para aproveitar todas as fibras, você deve consumir alface, espinafre, rabanete e cebolinha, por exemplo. Higienize-os para se livrar das sujeiras e coma-os crus.

O conjunto dessas bactérias do bem é conhecido como flora bacteriana, um nome totalmente incorreto, mas consagrado pelo uso, afinal flora é uma palavra utilizada para vegetais!

O nome correto é microbioma ou microbiota humano. Elas auxiliam o sistema digestório na digestão e absorção dos nutrientes alimentares, participam ativamente da regulação do hábito intestinal, e vivem em constante interação com o sistema imunológico intestinal estimulando a produção de anticorpos.

Na pele, elas também auxiliam na defesa contra os constantes ataques externos de alérgenos como os corantes, cosméticos, detergentes, tecidos sintéticos das roupas, entre outros tantos.

Nas mulheres a microbiota vaginal é importantíssima para impedir a proliferação de fungos e bactérias do mal ou patogênicas que causam os constantes corrimentos vaginais.

Nos olhos, na boca, enfim, a microbiota humana deveria colonizar todo o nosso corpo. Mas por que deveria e não deve?
A resposta passa por uma análise que começa no nascimento de um bebe, lembram-se da época que as crianças nasciam pela vagina? O chamado parto normal! No nascimento o bebe era colonizado pelas bactérias do bem que habitam a vagina.
Depois o leite materno, riquíssimo em bactérias do bem, chamadas de probióticas, colonizam o trato digestório do bebe, criando defesas para sempre.

Entretanto, novos hábitos como o parto cesariana, totalmente asséptico, zero bactérias, e depois muitos bebes não recebem o leite materno e vão direto para fórmulas lácteas que não contem os bichinhos do bem.

Bebes crescem em ambientes, onde pais neuróticos pela higiene e limpeza cometem absurdos como esterilizador de mamadeiras, de ar, de roupas e alimentos, forno de micro-ondas esse um grande destruidor de bactérias, não se brinca mais no quintal de terra, enfim, vivem em um ambiente artificial pobre em microorganismos.

O sabonete mais vendido no Brasil é aquele cuja propaganda diz em alto e bom tom “antibacteriano”. As mulheres começam a fazer uso diário de sabonetes íntimos com alto grau de acidez para “matar” bactérias, em matam, as do mal e as do bem!
Você percebeu que o leite atualmente não azeda mais? O motivo está escrito na embalagem longa vida: fechado a vácuo! Sem nenhum arzinho para uma miséria bactéria.

Sem contar com o uso indiscriminado e insensato de antibióticos para qualquer febrinha.

Estamos pagando caro por esses hábitos super higiênicos, a ponto de você pagar um absurdo por um iogurte que contem bactérias do bem para que seu intestino volte a funcionar.

Sem contar nosso sistema imunológico, que está pedindo socorro, por algumas bactérias para estimula-lo.

Não estou fazendo apologia da sujeira, só pedindo um pouco de bom senso e bactérias do bem, vou citar também um estudo que mostra um hábito moderno que esta colonizando com bactérias do mal nosso corpo, e para isso sim precisamos aumentar os cuidados com higiene.

Telefones celulares são onipresentes, acompanhando-nos onde formos. E isto reflete-se na mistura microbiana encontrada nos aparelhos de acordo com um estudo realizado pelos pesquisadores da Universidade de Oregon, que sequenciaram micróbios dos dedos indicadores da mão dominante e polegares de sujeitos e das telas de toque dos seus smartphones. Acharam 82% de bactérias, mais de 7.000 tipos diferentes de bactérias. Pense muito antes de pedir um celular emprestado, com ele vem toda “bicharada” do proprietário.

É um tema novo e polêmico, mas precisamos ter o bom senso do nem 8, nem 80.



Infecção - as bactérias podem produzir toxinas, que são nocivas para as células humanas. Se estas estiverem presentes em número suficiente e a pessoa a ser afetada não dispuser de uma imunização contra elas, o resultado é a doença. Sempre a importância de um sistema imunológico bem equilibrado.
As bactérias podem penetrar no corpo humano, através dos pulmões, por meio da inalação de partículas expulsas pela respiração, tosse ou espirros de uma pessoa infectada.
Pode haver infecção no trato digestivo o qual pode ser infectado através da ingestão de alimentos contaminados. As bactérias podem estar presentes nos alimentos desde o local de produção das matérias primas ou transportadas até eles por moscas ou mãos contaminadas. As bactérias podem ainda invadir o hospedeiro através da pele, como por exemplo, na infecção de uma ferida.

Abaixo algumas das bactérias mais nocivas ao homem, e as doenças associadas a cada uma dela:
Streptococcus pneumoniae - causa septicemia, infecção no ouvido médio, pneumonia e meningite.
Haemophilus influenzae - causa pneumonia, infecção do ouvido e meningite principalmente em crianças.
Shigella dysenteria - causa disenteria (diarréia sangrenta). Linhagens resistentes podem levar a epidemias e algumas podem ser tratadas apenas com medicamentos muito caros (fluoroquinolonas).
Neisseria gonorrhoeae - causa gonorréia, a resistência às drogas limita o seu tratamento principalmente à cefalosporina.
Pseudomonas aeruginosa - causa septicemia e pneumonia, principalmente em pessoas com fibrose cística ou com o sistema imune comprometido. Algumas linhagens super resistentes não podem ser tratadas com drogas.
Enterococcus faecalis - causa septicemia e infecção do trato urinário, e infecção das vias respiratórias nos pacientes com o sistema imune comprometido. Algumas linhagens ultra resistentes não podem ser tratadas com drogas.
Escherichia coli - causa infecção do trato urinário, infecção do sangue, diarréia e falência dos rins. Algumas linhagens  são ultra resistentes.
Acinetobacter - causa septicemia em pacientes com o sistema imune comprometido.
Mycobacterium tuberculosis - causa tuberculose. Algumas linhagens ultra resistentes não podem ser tratadas com drogas.
Staphylococcus aureus - causa septicemia, infecção nas vias respiratórias e pneumonia. Algumas linhagens tem se mostrado muito resistentes a vários antibióticos. 


Exames:

Hemoculturas são usadas para detectar a presença de bactérias ou fungos no sangue, para identificar os micro-organismos presentes e orientar o tratamento. Em geral, são pedidas duas ou mais hemoculturas e colhidas como amostras consecutivas. Com frequência, o médico pede também um hemograma para determinar se a pessoa tem aumento da contagem de leucócitos no sangue, indicando uma possível infecção. Podem ser feitos outros exames, como culturas de urina, de escarro ou de líquido cefalorraquiano, para identificar a origem da infecção inicial, quando a pessoa tem sintomas associados com infecção urinária, pneumonia, ou meningite.


ANTIBIOGRAMA

Antibiograma é um exame de laboratório que é solicitado pelo médico quando ele não tem certeza de qual é a bactéria que está deixando você doente, em caso de infecção por bactérias, obviamente. É feito uma cultura ou urocultura de bactérias e posteriormente o antibiograma propriamente dito.

Esse exame identifica com precisão qual é a bactéria que é a agente causadora da infecção do paciente.

- COMO É FEITO O ANTIBIOGRAMA?No laboratório é feita a coleta de material biológico proveniente da lesão. O material coletado pode ser uma amostra de sangue, catarro (escarro), secreções corpóreas, saliva, fezes, urina (antibiograma urocultura é o antibiograma da urina), entre outros materiais.

"O uso indiscriminado de medicamentos, sobretudo antibióticos, aumenta de forma considerável o risco de casos de superbactérias – micro-organismos resistentes à maior parte dos tratamentos disponíveis." O alerta é do diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia, Marcos Antonio Cyrillo.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que 440 mil casos de tuberculose resistente são registrados no mundo todos os anos, além de cerca de 150 mil mortes decorrentes de infecções por superbactérias.

“Não há hospital livre disso. Lógico que um hospital de grande porte e de alta complexidade ou um hospital universitário com vários leitos de UTI [unidade de terapia intensiva] e que interna pacientes com cirurgias complicadas são o tipo de lugar que pode ter mais bactérias resistentes. Mas nenhum hospital ou casa de repouso com longa permanência está livre disso”, observou Cyrillo.

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Agência USP de Notícias

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https://www.docelimao.com.br/

http://www.selecoes.com.br/boas-bacterias-boa-saude
http://www.bacteriasdobeminvictus.com.br/

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